Rio transfere Arena Carnaval, no Parque Olímpico, para julho

Riotur decidiu transferir a realização da Arena Carnaval Rio 2018 – espaço que reuniria blocos e escolas de samba no Parque Olímpico durante o carnaval – para julho de 2018.

Segundo o órgão de turismo, o reposicionamento do projeto tem a intenção de fortalecer a agenda de eventos da cidade, o realizando no período das férias. “Época do ano em que, estrategicamente, podemos atrair grande público à cidade”, disse a pasta, em comunicado.

A intenção, ainda segundo a Riotur, é reforçar a lista de atrações para o calendário de Janeiro a Janeiro, iniciativa do Governo Federal e da Prefeitura do Rio, que conta com o apoio da Riotur, para investir R$ 200 milhões na indústria criativa do estado do Rio.

“Os números da ocupação hoteleira para o Carnaval Rio 2018 estão muito satisfatórios. Por isso, depois de muito conversar com os parceiros do projeto e com os hotéis da região da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, através da ABIH-RJ, decidimos, juntos, transferir o evento para as férias do meio do ano. A decisão é estratégica porque neste período há menos eventos na cidade e, além de criarmos uma festividade, poderemos reviver o Carnaval e, claro, apresentar a Arena de forma ainda mais intensa e com atrações ainda mais expressivas. O projeto é grandioso e com certeza atrairá turistas, que poderão sentir a energia da folia carioca em julho”, diz o presidente da Riotur, Marcelo Alves.

O investimento previsto para realização da Arena Carnaval Rio, captado junto à iniciativa privada para produção de todos os eventos oficiais da Riotur, será utilizado para o pagamento das despesas no período de julho, resguardando o orçamento regular da Riotur. As licitações na modalidade pregão presencial que definiriam as empresas responsáveis pelo projeto durante o carnaval foram revogadas nesta terça-feira (23), em publicação no Diário Oficial.

O evento, criado para compor a agenda do carnaval carioca, levando atrações musicais para o Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, aconteceria no período entre 10 a 14 de fevereiro. Segundo a Prefeitura, com a mudança de data, a programação prevista de shows, DJs, trios elétricos e desfiles de escolas de samba e blocos de rua “será intensificada, tendo grande potencial para expandir o projeto Carnaval Rio 2018 para além do período de fevereiro, apresentando aos turistas e oferecendo aos cariocas uma opção gratuita de entretenimento de qualidade em um período que conta com pouca oferta de eventos de grande porte”.

A Arena Carnaval Rio já tinha confirmado apresentações de blocos como Bola Preta, Chora me Liga e Bangalafumenga. As apresentações dos cordões em outros bairros, onde tradicionalmente fazem seu carnaval, não tinham sido canceladas.

 

– Os números da ocupação hoteleira do Rio no Carnaval já estão bastante satisfatórios. Conversamos com patrocinadores e a ABIH, e decidimos transferir a festa para o meio do ano. A decisão é estratégica. Em julho, há menos atividades. Poderemos reviver o ambiente do carnaval no meio do ano. E com certeza atrairá mais turistas para a cidade no meio do ano – disse o presidente da Riotur, Marcelo Alves.

A decisão foi comemorada pelos representantes de blocos de rua da cidade. Para Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, que representa 11 blocos, a ideia do blocódromo é um equívoco:

– Desde que essa ideia surgiu achamos que era um equívoco. O Rio não precisa de um lugar na Barra da Tijuca pra juntar o carnaval, os blocos já estão espalhados pelas ruas, que é onde eles devem estar. Se vai fazer palco tem que ser na cidade toda, não pode ser um só, tem que ter um na Lapa, outro em Madureira, jamais um único na Barra. Seria muito dinheiro gasto numa ação sem nenhuma conversa antecipada com quem faz o carnaval. Só comemoramos essa decisão, é uma vitória do carnaval de rua.

A iniciativa de promover desfiles no Parque dos Atletas em uma agenda paralela ao carnaval de rua se transformou em motivo de polêmica. Isso porque a ideia da prefeitura previa pagamento de cachê para blocos, bem como a criação de áreas vips, distribuição de pulseiras entre frequentadores selecionados e o isolamento das atrações por cordas, em um modelo que guarda semelhança com o carnaval da Bahia. A Riotur, por sua vez, vinha negando que a intenção seria imitar a festa baiana, mas criar uma atração adicional para a cidade.

Com a decisão, a licitação para escolher a empresa que faria a montagem das estruturas do evento, que aconteceria entre os dias 10 e 14 de fevereiro, foi cancelada. O projeto previa gastos de mais de R$3 milhões. A Riotur argumentava que o dinheiro vinha de patrocinadores. A portaria suspendendo a concorrência foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial.

Foto:divulgação

 

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