Piscinão de São Gonçalo vira descaso com a população

O Parque Ecológico Praia das Pedrinhas, o famoso Piscinão de São Gonçalo, custou R$ 13 milhões em sua inauguração em 2004, além dos R$ 4 milhões da revitalização em 2010, totalizando R$ 17 milhões já gastos com esse empreendimento. Se esse valor tivesse sido aplicado em rendimentos na poupança, com juros mais baixo em investimentos, de 2004 até 2018, já somaria o montante de R$ 44.335.405,00, segundo cálculo do Banco Central. A notícia é velha, mas os problemas que a ‘área de lazer’ passa são recentes. O local continua depredado, sem segurança, com mato alto, banheiros totalmente quebrados e nem de longe parece ser uma área de convivência para o gonçalense. Os valores investidos alí, da forma como está sendo gerido hoje, representa um desperdício do dinheiro público.

Sem perspectiva de reabertura, o dinheiro gasto com a revitalização poderia ter sido investido em outras prioridades. O valor corrigido, citado acima, poderia ser usado para construção de unidades habitacionais. Se pegarmos o exemplo da última entrega das moradias populares, em dezembro do ano passado, onde foram entregues 1.420 apartamentos, sendo 1.240 imóveis na área do antigo 3º Batalhão de Infantaria (BI) e 180 na Região Serrana, com investimento total de R$ 131.118.700,00, e levando em consideração que cada apartamento custou R$ 92.253,00 (em média), com o rendimento dos poco mais de R$ 44 milhões, daria para serem construídos 480 apartamentos populares.

Enquanto nada é feito o espaço continua abandonado. Os bancos estão quebrados, o mato tomou conta do local onde era o lago, banheiros femininos e masculinos depredados, guarita para segurança abandonada, além de portões quebrados e muita sujeira espalhada.

A Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude informou em nota que para reativar o parque é necessário pouco mais de R$ 2 milhões, com uma manutenção mensal de R$ 148 mil.

A Suderj, autarquia vinculada à esclarece que o Parque Ambiental Praia das Pedrinhas encontra-se aberto ao público.

O governo informou que vem mantendo em funcionamento as áreas de lazer e as atividades físicas, como as academias ao ar livre, pista de caminhada e quadra para a prática de esportes na areia. Para uma solução definitiva, a autarquia também vem procurando estabelecer uma parceria com a prefeitura de São Gonçalo e o setor privado para reativar a piscina do parque ambiental, uma vez que um projeto dessa ordem necessita de grande intervenção.

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